domingo, 2 de janeiro de 2011

Globalização



O impacto da globalização no nosso dia-a-dia torna cada vez nossas identidades confusas e fragmentadas.  Muitos teóricos já se dão conta de que a humanidade passa por uma etapa de desenvolvimento em que os homens se encontram mais integrados culturalmente. O que acontece na Europa chega na América Latina em questão de minutos e nos envolvemos de tal forma com determinados episódios do mundo moderno como se fosse parte de nossa realidade. Muitas vezes esquecemos os nossos problemas locais, do bairro, do país, para enfocar um evento mundial. A escolha do Papa Bento 16 foi um exemplo desta modernidade de relação. O mundo parou alguns dias para ver se a fumacinha branca subiria aos céus indicando o novo sucessor do Papa João Paulo II. Recentemente os conflitos na Franca com estudantes e a polícia colocou em debate mundial a questão da segregação, da discriminação e da prioridade para determinadas classes e etnias em detrimentos de outros segmentos, meramente por preconceitos.  Vivemos uma crise de identidade, não sou só brasileiro, ou só francês, ou colombiano. Somos hoje filhos do mundo.
O homem moderno tem que se acostumar com isso, o mundo é sua casa. Não estou minimizando e ridicularizando a noção de patriotismo e nacionalismo. São questões importantes, mas temos que aprender a encarar os problemas sociais e econômicos que acontecem no mundo como se fossem nossos, mesmo porque tudo que acontece no mundo nos afeta de alguma forma. Reparem o efeito estufa. Os Estados Unidos sendo o principal responsável pela emissão de gases poluentes continua fora de acordos ambientais e com isso, o clima está alterando várias coisas na evolução do planeta. Até mesmo a vida está sendo afetada. Algumas espécies de mamíferos estão tendo gestações mais curtas por causa do calor excessivo de algumas regiões do Planeta. Os furacões, Tsunamis, secas, frio rigoroso e tantas outras catástrofes naturais mostram este impacto em todo o mundo.
Mas esta universalização do homem é fruto da evolução e deve ser encarada como positiva.As  culturas se misturam, se modernizam, buscam levar Luz onde ainda só existe escuridão. Muitos países são muito conservadores ainda e tentam a todo custo manter dogmas e tradições que acomodam as pessoas de se libertarem e enxergarem o mundo com olhos de ver. Nós, seres humanos, temos que aprender a questionar sempre e buscar a liberdade e a justiça como metas prioritárias  para a real evolução de nossas sociedades. A acomodação e o não questionamento emperram o desenvolvimento do homem.  Cada vez que ficamos ligados em problemas sociais de outros países e continentes, questionamos os nossos, questionamos nossa forma de vida, questionamos nossa cultura. Isso é enriquecedor. Isto é evolução.

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